Como “devorador" de bons livros que me tornei, estava ansioso para ler “Roube como um artista”. Comprei numa segunda, chegou na quarta da mesma semana e, no sábado, já tinha acabado de ler! Me deleitei com cada capítulo, com muita atenção e entusiasmo. Anotei o que achei interessante e lotei ele com post-its (como faço com todos livros que gosto).    

Escrito por Austin Kleon, um talentoso e criativo escritor e designer do Texas e que já participou de grandes eventos como o SXSW e TEDx, esse livro me mostrou através de mensagens positivas e exercícios práticos repletos de bom humor, como posso ativar o meu real lado criativo. O que li nestas páginas, não havia lido em nenhum lugar. Foram novas verdades sobre criatividade. Coisas que sempre estiveram por aí, mas que nunca foram ditas, ou talvez percebidas dessa forma. Aprendi que nada é original! Tudo é fruto de influências, pesquisas e coleta de ideias para me ajudar a remodelar e a encontrar o meu próprio caminho criativo. E quer saber? Mesmo nesse curtíssimo tempo que levei para lê-lo, já tenho colocado muita coisa boa em prática.  

É bem legal ouvir de um cara com tanta bagagem e conhecimento, que não é preciso ser gênio para ser criativo. Na verdade, o que precisamos é de uma coisa chamada AUTENTICIDADE. Se eu gosto de uma artista, preciso “roubar” o seu trabalho, ou seja, fazer dele a minha referência e “colecionar” boas ideias. Quanto mais ideias boas forem coletadas, mais fontes eu terei para escolher quais vão me influenciar. Mas lembre-se: estudar para desenvolver prática é uma coisa, plágio é algo BEM diferente.

Plagiar é tentar fazer o trabalho de outra pessoa, se passar pelo seu. Já buscar uma fonte de referência e linha criativa como inspiração, é como se fosse, nas palavras do autor, “uma engenharia reversa", ou seja, um mecânico removendo partes de um carro para ver como ele funciona.

O resultado? Vai perceber que não está copiando e sim, criando sua própria versão. Algo único e autêntico! Fruto de rotinas, estudos, empregos de CLT e, principalmente, roubos inspiradores (no bom sentido, é claro).

Mesmo curto, porém intenso e prático, essa maravilha de 160 páginas foi uma flecha certeira que despertou um lado criativo meu que não havia se aflorado, mas agora, nasceu e, vai por mim, muita coisa boa surgirá.

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