Já ouviu falar do tema Antifragilidade? Este é um tema que nos instiga e, que pudemos revisitar o tema, aliás, propício ao contexto, por meio da obra “Antifrágil: Coisas que se Beneficiam com o Caos” de Nassim Nicholas Taleb, obra essa que está na nossa biblioteca particular que compartilhamos com vocês em nosso feed.

Algo é antifrágil quando se beneficia dos impactos e cresce em meio a volatilidade e desordem, apreciando assim a AVENTURA. Desta forma, é conquistada a capacidade de lidar com o desconhecido, legitimando assim a frase de que:

Somos melhores agindo do que pensando.

Diferente do que muitos pensam, antifragilidade não é resiliência ou robustez, pois eles resistem aos impactos e permanecem os mesmos, enquanto que o antifrágil fica melhor e mais desenvolvido. Quando falamos de eventos aleatórios, algo dito como robusto não é suficientemente aceitável, pois tudo se rompe quando é vulnerável. Para entender com mais clareza, veja este infográfico resumido:

Para exemplificar os três elementos da tríade, Taleb dá três exemplos muito conhecidos e que deixam ainda mais claros esses conceitos:

FRAGILIDADE: Dâmocles e o episódio da espada.

Nesta narrativa, a espada exprimiu um efeito colateral do poder e do sucesso para mostrar que não se sobe ao poder sem antes enfrentar certas doses de perigo.

Hoje em dia, pelo momento em que estamos vivendo, a fragilidade tem sido observada  em grande parte das organizações, mostrando que não estavam preparadas para tempos de escassez ou de necessária ressignificação.

ROBUSTO: Fênix.

Esse animal milenar, quando se vê em decadência ou próximo da morte, se isola e ressurge das cinzas, se renovando, porém da mesma forma que foi antes, isso é, sem evolução.

ANTIFRAGILIDADE: Hidra.

Essa serpente mitológica tinha muitas cabeças e sempre que uma delas era cortada, duas nasciam no lugar.

A tecnologia, por exemplo é um resultado da antifragilidade, já que por meio dela é possível explorar ao máximo os recursos, assumindo riscos sob a forma de ajustes e de tentativa e erro, como por exemplo, Steve Jobs, Bill Gates, Elon Musk e Cristina Arcangeli. A medida em que o mundo moderno evolui em conhecimentos tecnológicos, também se torna mais imprevisível e passível de tornar-se um Cisne Negro, ou seja, vítima de eventos imprevisíveis e irregulares em larga escala, com grandes consequências.

É exatamente neste contexto que entra a antifragilidade, pois ela não é apenas um remédio para a síndrome do Cisne Negro; Ela nos torna menos temerosos intelectualmente em aceitar o papel desses acontecimentos como necessários para a história. Precisamos nos curar da cegueira ao que é misterioso e deixar de lado as características fragilistas, seja de nossas empresas, de nosso governo, do mundo financeiro ou de nossas próprias vidas. Entenda que a dificuldade é o que desperta o gênio que existe latente em cada um, responsável por tornar novo aquilo que era velho e dar um novo sentido para aquela história que todo mundo já previa o final.

Antifragilidade. Jogue-se e saia ainda melhor!